Além do comum entendimento de que o ser humano é social – já que desde a época das cavernas, existiam relações em grupos -, sabemos que nós somos fortemente impactados por questões estéticas. Dentro desse contexto, pode-se afirmar que é imprescindível fazer para interfaces (sejam digitais, sejam físicas) projetos que sejam bem resolvidos visualmente.

Mas isso ainda é pouco, já que projetos digitais – e ainda mais projetos de e-commerce – são cheios de detalhes que podem fazer total diferença nos resultados de vendas.

O que eu gostaria de defender neste artigo é a necessidade de uma integração entre todas as áreas por intermédio do design. Tal como o pensamento do design de serviços (o chamado design thinking), a discussão deve ser integrada entre todos os times envolvidos no projeto. Afinal de contas, a interface vai receber o conteúdo, as estratégias de vendas e será produzida em alguma tecnologia.

Foi a partir desse ponto de vista que surgiu a ideia do pensamento integrado do design como estratégia e não só como embelezamento; o design presente na conceituação, no planejamento e na escolha das tecnologias. O design pautato na estratégia consegue ser mais assertivo e objetivo, pois foca nos usuários, que é a parte mais importante do projeto.

Credibilidade

Inicialmente, existem três pontos básicos que podemos observar para criar boas experiências:

 

A mecânica é simples: para alcançar o público, é preciso criar boas interfaces; para que se possa criar boas interfaces, é necessário obter pesquisas sobre o público e como ele se relaciona com a interface. Essa é a entrada para que se possa pensar em estratégias mais tangíveis dentro do objetivo do projeto.

Em uma pesquisa da Consumer Reports, nós podemos perceber a importância de um bom design, pois 48.1% dos consumidores avalia a credibilidade de um site pelo design visual e 28.5% se utiliza da estrutura do design e organização de informações para também avaliar a credibilidade.

Usabilidade

Um site com boa usabilidade é um site que tem mais chances de obter sucesso, pois faz com que a experiência de uso (ux) seja memorável e intuitiva. Se avaliarmos os componentes da usabilidade (aprendizagem, eficiência, lembrança, erros, satisfação), percebemos que o usuário é sempre o centro das atenções.

Avaliar o contexto de uso, as intenções dos usuários, seus desejos e espectativas é o melhor caminho para oferecer melhores soluções.

No livro “E-commerce Usability”, de David Travis, há uma representação sobre a construção do contexto de uso. Trago aqui uma pequena parte do gráfico para ilustrar a importância de pensarmos a interação e as necessidades dos usuários.

 

O processo é cíclico e sempre existe a necessidade de avaliar o que foi criado. O processo de design e arquitetura de informação precisam de indicadores de performance para poder construir as experiências de forma mais funcional.

Navegabilidade

É importante pensar que após o processo de pensar a usabilidade, é hora e avaliar como os usuários navegam pelas páginas, como eles procuram conteúdo e como podemos guiá-los em uma navegação mais prazerosa.

Steve Krug, em seu livro “Não me Faça Pensar”, diz que os usuários não fazem a leitura das páginas, eles somente “escaneiam” as páginas procurando referências do que eles procuram, desta forma, grande parte do conteúdo passa dispercebido.

Por vezes eles entram no site procurando por algum produto/ informação e são levados a clicar em outros elementos porque são chamativos ou porque parecem uma boa proposta. Desta forma, a função principal não foi executada e é mais fácil acontecer uma insatisfação. Para evitar isso, temos que pensar na “gratificação instantânea”, entender as expectativas dos usuários/ consumidores e dar respostas adequadas para eles.

Para isso, uma conversa com a mídia, para entender o que está sendo produzido, quais canais estão sendo utilizados e quais podem ajudar na estratégia de definer um bom conteúdo aliado a um bom design.

Encontrabilidade

“A melhor forma de encontrar seu usuário e ser encontrado por ele”. Nessa frase, Felipe Morais resume o quanto é importante pensar o conteúdo da página. Sendo assim, o design é peça importante, porque recebe o conteúdo. E devemos ir além: pensar que o conteúdo não deve começar antes do design e nem o design antes do conteúdo; tem que ser uma conversa paralela, conjunta.

Para mais efetividade, é preciso conteúdo, design, seo e tecnologia. Isso vai de encontro ao que o Google diz no seu livro “Zero Moment of Truth”, que agora existe um novo momento de decisão de compra, um momento “da verdade”. Antes o usuário era impactado pela comunicação, comprava o produto e tinha sua experiência. Agora  ele aprender sobre o produto, sobre o assunto e até mesmo sobre a loja onde ele está comprando.

Então, é preciso pensar a construção da página de forma correta, com o conteúdo voltado para o design e lembrar que os os consumidores estarão buscando não só o produto, mas também informações diversas sobre o tema.

Concluindo

Esses são alguns pontos que podemos pensar com relação ao design para e-commerce. Em uma próxima ocasião podemos falar sobre comprabilidade, como pensar o carrinho de compras, confiabilidade e como isso pode afetar o design da página.

O que é importante pensar é que fazer design para e-commerce não é difícil; só tem detalhes importantes a serem observados que podem gerar mais efetividade e satisfação para os usuários.

Fonte: http://imasters.com.br/artigo/25088/design/design-como-disciplina-estrategica-no-e-commerce


terça-feira, 23 outubro - 2012
por


  1. Deixe aqui o seu comentário.



0

Spam protection by WP Captcha-Free


Tweetar